Arquivo para maio 19th, 2009
Keynes, Roosevelt e o New Deal
Keynes, o economista autor “The General Theory of Employment, Interest and Money” (Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro), que causou bastante polêmica, criou a ideologia Keynesianista. Suas idéias são de que o Estado deve interferir na economia, de modo que administre o mercado afim de se obter o pleno emprego. Essa ideologia foi bastante usada no New Deal(Novo ajuste).
O New Deal foi o projeto criado pelo então presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt, em 1933. O projeto consistia em fortes obras na infraestrutura, como estradas, hospitais, escolas, tubulações de esgoto, etc., gerando emprego. Com empregos, os cidadãos voltaram a consumir, as empresas aumentaram a produção e começaram a vender mais, contratar mais, e o capitalismo volta a crescer.
John Maynard Keynes
Roosevelt teve coragem de aplicar este projeto keynesianista, que tinha o intuito do Estado interferir na economia, atitude inadmissível naquela época cuja ideologia era o livre-mercado (o próprio mercado resolveria os problemas em que a economia se encontra). Roosevelt prometera ao povo americano na campanha para a eleição, que usaria o poder total do governo, para resgatar os EUA da depressão. As promessas de Roosevelt incluíam:
· Emprego para a população.
· Proteger a poupança e a propriedade dos cidadãos.
· Melhorar a vida dos doentes, idosos e desempregados.
· Recuperar a indústria e a agricultura.
Acima as principais características do New Deal. Agora vamos estudar um pouco mais a fundo.
Para reaquecer a economia nos primeiros dias de seu mandato, Roosevelt pediu, através de um entrevista de rádio, aos americanos, que pusessem suas economias de volta nos bancos. Varias pessoas o fizeram. Gastou cerca de US$500milhões em “soup kitchens” (estabelecimentos onde pessoas podem se alimentar gratuitamente), planos para empregos e escolas para crianças de 3 a 5 anos.
Depois dessa pequena introdução, o New Deal começou a entrar na etapa onde o Estado mais fortemente, investiria na economia. Ele financiaria jovens desempregados por até 6 meses, para poderem viver enquanto procuravam emprego. Se o prazo de 6 meses acabasse, o acordo poderia ser renovado.
O próximo passo foi investir na agricultura. Além de abaixar os impostos, fazendo os preços caírem, o Estado ajudou também os agricultores ensinando-lhes a modernizar sua fazenda, ensinando métodos que conservavam e protegiam o solo. Em casos mais extremos, eles poderiam ser ajudados até com sua hipoteca.
Um fato importante do New Deal, foi o forte investimento feito na infraestrutura dos EUA. A partir desse esquema, milhões de empregos foram criados. Durante o começo do New Deal, Roosevelt, foi muito criticado. Críticas como:
· O New Deal era muito complicado.
· O Estado não deve interferir na economia; ela resolverá por si mesma.
· Consistia em planos como os da comunista URSS, e que seriam irreversíveis para o livre-mercado.
· Roosevelt estava se comportando como um ditador.
· A renda que Roosevelt fornecia aos desempregados não os dava estímulos para trabalhar.
As críticas foram feitas antes e depois do primeiro New Deal.Porém após forte propaganda interna e conflitos na Europa os americanos começaram a ter a idéia que eleger Roosevelt seria algo para o bem da segurança nacional.
Keynes apesar de bastante criticado por pessoas do mundo inteiro, criou uma maneira de tirar até mesmo a maior potência mundial, da maior crise que o mundo viu(pelo menos nos EUA). O Keynesianismo talvez não seja a melhor ideologia para desenvolver a economia, gerar lucros, em meio ao mundo capitalista. Todavia, é fato que é bastante eficiente, em meio à uma enorme crise.